Bom gestor: tenha um bom relacionamento com sua equipe e impulsione resultados

Falar de liderança e gestão tem se tornado algo cada vez mais comum para aqueles que estão de olho nas tendências do mercado. Ser um bom gestor tem se tornado cada vez mais relevante. 

Isso porque é cada vez mais claro que a forma como um líder atua em relação aos funcionários interfere na forma como esses colaboradores trabalham e, consequentemente, nos resultados da empresa. 

Quando falamos em gestão 4.0, o foco é a satisfação do cliente. Porém, é preciso olhar também para dentro: como seus colaboradores estão se sentindo? Quais os efeitos da gestão no trabalho deles? O ambiente de trabalho tem os tornado mais produtivos ou mais procrastinadores? 

De forma geral, um bom primeiro passo para entender como estão as coisas dentro da empresa é ter um relacionamento de qualidade com a equipe, mas os caminhos para conquistar esse bom relacionamento tem alguns desafios. 

Confiança: dados relevantes para empresas

Você já deve ter ouvido falar que confiança é a base de qualquer relação. Não pense que isso é diferente quando falamos das relações que ocorrem dentro de uma empresa. 

Um estudo da CGK divulgado em 2018, por exemplo, mostrou que 80% dos gestores se consideram transparentes com seus times. Ao mesmo tempo, apenas 55% dos colaboradores concordaram. 

Essa mesma pesquisa mostrou outro dado que pode ser bastante preocupante. Só 53% dos colaboradores acreditam que os líderes se importam com o bem-estar deles. Você se importaria com alguém que acredita que não se importa com você? 

Vantagens da confiança

No Brasil, o relatório Edelman Trust Barometer 2019 mostra algumas das vantagens da conquista de confiança dos colaboradores. Segundo os empregados, quando consideram a empresa confiável, 83% deles recompensam com maior defesa, 77% com engajamento. 

Lealdade também foi apontada por 75% dos colaboradores. E aí vem algo muito importante citado por 86%: comprometimento. Ou seja, fica claro que quando a empresa é de confiança, o funcionário se dedica mais

Mais empenho significa também mais produtividade. É por isso que conquistar a confiança dos funcionários pode trazer resultados surpreendentes

O que profissionais têm buscado no trabalho 

Para manter o bom relacionamento, também é importante entender o que os profissionais estão buscando no mercado de trabalho.

A Delloitte realizou, em 2018, uma pesquisa com 11 mil pessoas de diferentes níveis hierárquicos, de todos os continentes. 

O resultado foi o relatório Tendências Globais de Capital Humano. Podemos destacar alguns dos resultados:

Falando em bem-estar, mais um dado importante: 61% das pessoas entrevistadas disseram que programas relacionadas a ele melhoram produtividade e até mesmo os resultados financeiros da marca. 

Bom gestor: dicas para um bom relacionamento com colaboradores

Agora você já deve ter entendido a importância de manter um bom relacionamento com os colaboradores e conquistar a confiança deles para garantir bons resultados na sua empresa.

Então, que tal conferir algumas dicas para que isso aconteça? Separamos quatro para você!  

  1. Tenha empatia 

Você com certeza já deve ter ouvido falar em empatia. Esse tema está em alta e é necessário na sociedade como um todo.

No mercado de trabalho, costumamos enxergar nossos funcionários de acordo com as tarefas que eles realizam, mas é importante lembrar que estamos lidando com pessoas.

Mais do que um colaborador, quem exerce funções dentro da sua empresa é um ser humano com sentimentos, medos, necessidades e desejos. É preciso entender que todos terão dias bons e ruins. 

Vale a pena se atentar a isso e até mesmo oferecer ajuda em casos nos quais isso seja possível. Pode ser que o problema de um funcionário possa ser resolvido de forma mais simples do que ele imagina e você tenha a solução. 

  1. Incentive

Incentivo pode ser dado em diversas situações e pode ser essencial para tornar os funcionários confiantes e motivados. Um bom primeiro passo é reconhecer a diferença entre simplesmente dar ordens e de fato incentivar os funcionários. 

Motive os colaboradores a tomarem atitudes, delegue tarefas, mostre que você acredita no trabalho e na postura profissional dos que trabalham com você.

Além disso, para ser um bom gestor, pergunte opiniões para a solução de problemas e permita a participação deles em diferentes situações. 

O reconhecimento também colabora. Nem sempre vai ser possível aumentar o salário de um bom funcionário, mas você pode dar cursos, livros, ou até prêmios simbólicos. 

Aqui na Layer Up temos uma premiação mensal na qual os colaboradores recebem as chamadas coins, bottons que certificam que naquele mês algum trabalho ou comportamento deles esteve relacionado a bons resultados, multiplicação de sucessos, transformação digital ou flexibilidade de leveza. Todos esses tópicos são pilares da nossa cultura. 

  1. Dê e peça feedbacks

Uma boa forma de fazer com que os resultados sejam sempre melhores é oferecendo feedbacks com uma periodicidade definida. Com eles, é possível direcionar os colaboradores sobre o que está no caminho certo e o que precisa ser diferente. 

Aqui na Layer Up, por exemplo, todos recebem feedback dos líderes no fim de cada trimestre. Além disso, também adotamos uma postura flexível. Até mesmo a CEO está aberta a ouvir críticas e entender o que pode ser melhorado. 

Isso porque para ser um bom gestor também é preciso aceitar feedbacks. Entender o que os funcionários pensam de você, do seu trabalho e da sua empresa pode ser a grande chave para tomar atitudes que os conquistem. 

  1. Seja um exemplo

Quem quer confiança, precisa gerar confiança. Os funcionários costumam enxergar seus líderes e gestores como exemplos, então é preciso estar atento aos detalhes. Muito além da dedicação, você pode buscar em si mesmo as características que quer ver nos outros

Um bom gestor repassa para os funcionários que eles precisam ser pontuais, ter uma postura profissional, seguir as normas da empresa, entre outros pontos. Porém, eles não vão levar isso a sério se você mesmo não levar. É preciso ser um exemplo. 

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Essência de liderança: o papel de um líder dentro das empresas

Com certeza a liderança é um dos fatores essenciais para que a empresa cresça junto com seus colaboradores e, consequentemente, conquiste melhores resultados. Mas, o que faz um líder ser realmente bom?

Essa é uma pergunta extremamente comum no ambiente corporativo e empresarial. Além de ter uma influência direta no desempenho da empresa, o líder expressa a identidade da companhia e é um importante aliado na missão de manter a cultura organizacional sólida.

Neste artigo, você vai encontrar as características que nós acreditamos serem essenciais para compor um bom líder e que, esperamos, sejam cada vez mais comuns no mercado de trabalho. 

 

A essência da liderança

Sempre que falamos sobre liderança, uma das primeiras coisas a vir à nossa mente é uma frase dita pela britânica Margaret Thatcher, primeira-ministra do Reino Unido por 11 anos e a primeira mulher a ocupar esse cargo em toda a Europa. Segundo ela,

Liderança

 

Muitos podem pensar que essa declaração fala sobre exercer o poder que seu cargo tem em relação aos demais da equipe, mas é sempre bom lembrar que agir com poder é bem diferente de ter autoridade

Enquanto o poder é inconstante e pode mudar a qualquer hora, a autoridade é duradoura e construída a longo prazo. O poder pode ser vendido e comprado, dado e tomado, as pessoas podem ser colocadas em cargos de poder a qualquer momento, mas a autoridade diz respeito a quem você é como pessoa. Autoridade é sobre caráter, sobre a influência que você exerce sobre as pessoas, seja para solicitar algo ou dar uma ordem; é sobre como você as trata.

Inclusive, em outra citação importante sobre liderança, o general Norman Schwarzkopf, comandante do Exército dos Estados Unidos, durante a primeira Guerra do Golfo mostrou que, entre as características principais de um líder, seu caráter será sempre mais relevante que seu poder estratégico.

Se você tem filhos, por exemplo, você quer que eles façam algo que você sugere pelo seu poder ou pela autoridade que você tem em relação ao tema? O poder, mesmo que não seja de imediato, pode corromper relacionamentos, mas a autoridade assegura cada papel.

Na Layer Up, definimos o poder como a faculdade de forçar alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força. Nessa situação, o líder tem uma posição autoritária, não costuma ser bem visto por outros colaboradores e prejudica o desempenho de toda equipe.

Mas, quando a liderança vem da autoridade, significa ser referência e possuir vasto conhecimento sobre algum tema. A autoridade é a habilidade de levar pessoas a fazerem suas funções de boa vontade e só tem um jeito de fazer isso: com a sua influência pessoal. Esse é um traço muito presente na cultura Layer Up.

No fim das contas, o líder é o colaborador que dá exemplo aos demais, que promove mudanças positivas e conduz o time rumo a objetivos em comum. Em um cenário de transformação digital, essa capacidade deve ser exigida dos líderes. 

Selecionar pessoas que se acomodam para essa posição de destaque pode ser um tiro no pé para o seu negócio. Além de não ter resultados como o planejado, os colaboradores liderados não irão evoluir e, consequentemente, sua empresa irá estagnar. 

Por fim, a liderança se constrói com autoridade e não com poder; autoridade se constrói com coerência e dedicação ao outro, ou seja, a sua equipe.

 

O que um líder deve ter?

É impossível que um profissional, independente da área de atuação, não tenha se deparado com alguém que exerceu autoridade sobre ele. Aliás, nem precisa ser alguém do ambiente profissional.

Pense em pessoas que já exerceram autoridade sobre você. Pode ser um familiar, seu cônjuge, professor, colega de trabalho, um chefe… Agora, destaque as qualidades em comum entre elas e teremos algumas características das pessoas que exercem autoridade. Algumas delas provavelmente são:

Liderança

Entre as atribuições principais do papel dos líderes também é preciso: identificar as necessidades, estar abertos às novidades, unificar habilidades e competências organizacionais, ser resiliente e, acima de tudo, motivar as pessoas para seguir o caminho mais adequado.

 

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Quebrando paradigmas

Quando a pauta é fazer com que os líderes exerçam um papel cada vez melhor em sua função, antes de tudo, é preciso quebrar alguns paradigmas que hoje já não são tão eficientes para o mundo dos negócios.

Herdamos o modelo de administração piramidal de séculos de guerras e monarquias, ou seja, do vértice para baixo. Por exemplo, nas forças armadas temos o general no topo, seguido dos coronéis, dos capitães e tenentes, sargentos e, por último, os soldados, que ficam mais próximos da linha inimiga.

Agora, vamos adaptar esse modelo militar à maioria das organizações atuais: o presidente seria o general e ficaria no topo da pirâmide. Os vice-presidentes seriam os coronéis, seguidos dos gerentes intermediários como capitães e tenentes e, logo abaixo, os supervisores no lugar dos sargentos. Para completar, os empregados e associados estariam na base de tudo, no lugar dos soldados.

 

Liderança

 

O primeiro destaque desse modelo piramidal é que todos estão olhando para cima — para seus superiores, tentando agradá-los — enquanto o cliente fica de lado. 

Infelizmente, isso reflete a realidade de muitas empresas, mesmo hoje: todos se concentram em manter o chefe feliz, mas ninguém se preocupa com o cliente, o elemento que mantém o negócio de pé — e, pior, encaram o cliente como inimigo. Essa visão pode ter rendido ótimos resultados às organizações durante muito tempo, mas será que esse modelo ainda funciona?

A resistência em mudar o que deu certo por muito tempo é natural. É o famoso “não se mexe em time que está ganhando”. Afinal, esse modelo foi crucial para vencer guerras e conquistar poder.

Mas no mundo em que vivemos hoje, principalmente dentro do universo empresarial, outros valores se tornaram importantes e alguns comportamentos perderam espaço.

 

Invertendo a lógica da liderança

Porém, se invertermos a pirâmide e deixarmos o cliente no topo de todas as ações da empresa, podemos mudar esse velho paradigma:

Liderança

 

Imagine uma empresa que tem o principal foco na experiência dos clientes com a marca. Assim como mostra a pirâmide invertida, os colaboradores da linha de frente servem ao cliente e garantem que suas necessidades sejam satisfeitas.

Essa dinâmica fica ainda mais interessante quando o supervisor passa a enxergar empregados como clientes, identifica e atende suas necessidades. E não para por aí: quando esse mesmo padrão segue para todas as outras partes da pirâmide, a empresa fica cada vez melhor.

Com toda essa mudança, cada gerente adotaria uma nova atitude, reconhecendo que o papel da liderança não é impor regras e dar ordens o tempo todo; pelo contrário, o papel de um líder é servir. Afinal, além de autoridade, liderança também é construída com trabalho e sacrifício.

Liderança

Pode causar estranhamento, mas a palavra “amor” não está aí por engano. Uma das frases mais marcantes de Vince Lombardi, o primeiro treinador a ser campeão do Super Bowl — jogo que define o campeão da NFL (National Football  League), principal liga de futebol americano dos Estados Unidos — fala sobre seu poder na construção de um líder:

Liderança

 

E é exatamente isso que esperamos das organizações hoje: lideranças baseadas em valores que realmente importam e fazem o time crescer. Afinal, em time que está ganhando se mexe, sim! Se até a seleção brasileira precisa se renovar para ir além do pentacampeonato, sua empresa também pode se beneficiar de algumas mudanças estruturais.

Renovar suas ações e estratégias, não somente junto aos seus clientes, mas junto aos seus colaboradores, com o apoio de uma liderança focada na evolução dos colaboradores, pode ser o impulso que sua empresa precisava para dar um up em seus resultados.

 

Saiba mais:

 

Dicas da Layer Up

Além dos insights que você encontrou por aqui, também queremos deixar mais uma sugestão de conteúdo que pode ajudar líderes de qualquer segmento a exercer a verdadeira liderança.

O livro O monge e o executivo – uma história sobre a essência da liderança, do autor James C. Hunter, conta a história de Leonard Hoffman e tudo o que ele aprendeu sobre liderança ao abandonar uma carreira brilhante para se tornar um monge beneditino.

Em uma de suas muitas entrevistas, James Hunter disse que uma das perguntas que mais recebeu foi “o que é ser um líder servidor?”. Segundo ele, um líder eficiente é aquele que desenvolve habilidades e qualidades morais que o capacitam a inspirar e influenciar um grupo de pessoas.

Ele afirma que todos nós influenciamos as pessoas diariamente. Portanto, a pergunta correta a ser feita não é “você é um líder?”, mas sim, “você é um líder eficiente?”. Ser um servidor de qualidade significa identificar e atender às necessidades legítimas dos demais, aquilo que os liderados realmente precisam. 

Por fim, Hunter destaca que “liderança é uma questão de amar as pessoas, identificando e satisfazendo suas necessidades legítimas. Amar é se doar para ajudar os demais a alcançarem”. É sobre ser respeitoso, ter apreço pelas pessoas e mostrar que elas podem contar com você sempre que quiserem e precisarem.

 

Liderança

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